Ativistas e familiares de presos fazem ato contra o racismo no sistema prisional
Terça-feira, 7 de junho de 2016

Ativistas e familiares de presos fazem ato contra o racismo no sistema prisional

Diversos movimentos sociais ligados às questões do Sistema Prisional e sobre o genocídio da população negra se juntarão com ativistas e familiares de presos para realizar um ato contra o grande contingente de negros nas detenções brasileiras. “Da Escravidão ao Encarceramento: A carne mais sofrida é a carne negra” fará uma manifestação que acontecerá no Parque da Juventude – local da antiga casa de detenção: “Carandiru”, o maior complexo penitenciário de São Paulo e depois seguirá pela região. 

A concentração será feita no sábado, 11, às 15h.  Haverá intervenções artísticas ao longo do trajeto (raps, teatro, performances, oficinas, etc). A manifestação passará por unidades prisionais e pretende pontuar a atuação mortífera do Estado na sociedade (dentro e fora das prisões) e na mídia, uma vez que na periferia (e dentro das cadeias) pessoas jovens, negras e pobres são assassinadas todos os dias. 

Hoje, o sistema penitenciário brasileiro opera como uma eficiente máquina de matar. Somente no Estado de São Paulo, mais de 720 pessoas presas morreram entre janeiro de 2014 e junho de 2015, perfazendo uma média de 40 mortes por mês nas prisões paulistas; no Brasil, no mesmo período, a média foi de 136 mortos. Dados oficiais apontam que cerca de 67% da população prisional brasileira é composta por pessoas negras e esse índice tende a crescer, conforme as pesquisas voltadas ao tema; quanto mais crescer a população prisional no país, mais crescerá o número de negras e negros encarcerados. Olhando só a população jovem em 2012, para cada jovem branco que morreu assassinado, morreram 2,7 jovens negros; configurando um massacre da população negra e, principalmente, jovem, protagonizado pelo Estado.

Para mais informações, acessem o evento do Facebook

Constroem juntos o Ato e as Rodas de Conversa:

Observatório da Juventude – Zona Norte; 

Ocupação Preta;

Pastoral Carcerária – CNBB;

UNEafro Brasil;

Pastoral da Juventude;

Ilê Axé Odé Kawá;

Pastoral do Povo da Rua;

Coletivo Autônomo Herzer;

Rede Ecumênica da Juventude; 

Coletivo Desentorpecendo A Razão;

Raiz criola;

Coletivo de Galochas;

Nome dos Números e sociedade civil – contra todo tipo de prisão – em geral.

Terça-feira, 7 de junho de 2016
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