“As pessoas devem ter assegurado seu direito  de se manifestar, seja para que lado for”
Quarta-feira, 7 de setembro de 2016

“As pessoas devem ter assegurado seu direito de se manifestar, seja para que lado for”

O Juiz Rodrigo Telline esteve nos holofotes recentemente após determinar a soltura de manifestantes presos antes mesmo da manifestação contra o governo de Michel Temer e por Eleições Diretas. No despacho, o magistrado afirmou que "vivemos dias tristes para nossa democracia. Triste do país que seus cidadãos precisam aguentar tudo de boca fechada".

Em entrevista exclusiva ao Justificando, Telline fez considerações a respeito ao direito de reunião e manifestação: “as pessoas devem ter assegurado seu direito de se manifestar, seja para que lado for. Que elas tenham o direito de manifestação e reunião, os quais não podem ser simplesmente tolhidos. Por outro lado, a polícia tem sua missão de assegurar a ordem pública, mas talvez nesse caso deveria ter tido uma postura diversa da que teve“.

A decisão foi proferida em uma audiência de custódia, a qual consiste na apresentação do preso a um juiz de direito no prazo de 24 horas. Apesar de ser um dos últimos países das Américas a implementar essa medida, o cenário jurídico brasileiro teve muita resistência a ela no início – o Ministério Público, inclusive, ajuizou uma série de ações para barrar a instalação.

O magistrado é um defensor dessa modalidade de audiência – “Após a implementação da audiência de custódia, tivemos uma redução de 27% no índice de encarceramento em São Paulo. Então é significativo e mostra o quão importante é esse projeto e quanto faz diferença derrubar a barreira de papel, de levar o magistrado a enxergar o outro com os olhos do outro”.

Antes de ser Juiz, Telline foi Delegado de Polícia por 5 anos, onde teve a experiência dentro da estrutura policial que, para ele, precisa ser mais valorizada e qualificada, com uma Corregedoria mais atuante – “Conheci gente ruim, mas conheci muita gente boa, bem intencionada, que trabalha com afinco em prejuízo do convívio familiar para ganhar muito pouco”.

Quarta-feira, 7 de setembro de 2016
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