Sem mandado, Polícia invade sede de Mídia Ninja no AP
Terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Sem mandado, Polícia invade sede de Mídia Ninja no AP

A Casa Fora do Eixo Amapá, centro de ativismo e cultura em Macapá e sede da Mídia NINJA no estado, denunciou que foi invadida e ocupantes foram agredidos pela Polícia Militar do Estado na noite de ontem do último domingo (8), durante a realização do projeto Domingo na Casa, conhecido evento cultural da cidade.

O público do evento e os moradores da Casa afirmaram ter passado por momentos de terror, com a invasão do espaço por policiais fora do horário de serviço, que apontaram armas, gritaram, agrediram com socos e chutes, ofenderam verbalmente, sem qualquer medida legal, mandado de busca ou qualquer prerrogativa jurídica para a ação.

O motivo alegado para a truculência da PM foi de ter sido acionada para conter uma suposta “perturbação do sossego público”. A casa e todos seus cômodos foram revistados minuciosamente, dos quartos ao porão, e nada foi encontrado.

Um participante do evento foi detido, assim como o músico, articulador do Fora do Eixo no Amapá e produtor cultural Otto Ramos. Ambos foram conduzidos ao CIOSP (Centro Integrado de Operações e Segurança Pública) e afirmaram ter permanecidos detidos em celas, seminus, por mais de uma hora, até a chegada do delegado para colher os depoimentos.

Em entrevista ao Justificando, Otto afirma que os policiais entraram forçando a passagem da casa. “Não havia documento nenhum que permitisse eles entrarem. Reviraram tudo e claro, não encontraram nada”, disse. De acordo com ele, a acusação foi de perturbação de sossego e que um dos meninos que estava no evento tinha uma pequena quantidade de maconha. O jovem foi conduzido pela polícia, mas não é morador da casa.

Otto afirma que que os policiais agrediram as pessoas que estavam lá dentro. “Foi feito o exame de Corpo Delito e atestou agressão em duas mulheres, além de ameaça com outro rapaz e danos em uma das motos que foram derrubadas pelos policiais”, denuncia. O jornalista afirmou que apresentará uma queixa junto à Corregedoria da corporação.

A Polícia Militar do Amapá foi procurada pelo Justificando para se posicionar, mas não retornou o contato.

Terça-feira, 10 de janeiro de 2017
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