Advogados são agredidos durante manifestação contra a privatização da Cedae no RJ
Terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Advogados são agredidos durante manifestação contra a privatização da Cedae no RJ

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Dois advogados foram agredidos ao tentarem mediar um protesto contra a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) na tarde desta segunda-feira (20), no Rio de Janeiro. A manifestação aconteceu em resposta ao projeto de lei que permite a privatização da Cedae, aprovada por deputados estaduais em 41 votos favoráveis a 28 contrários.

Começando na ALERJ (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), o grupo incluía universitários, ativistas, militantes e membros do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Rio. Eles foram reprimidos em frente à sede da Companhia, quando a PM usou bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha para dispersá-los. Policiais do Batalhão de Choque obrigaram alguns manifestantes a deitar na calçada com o rosto virado para o chão. Segundo os policiais, o grupo estava jogando pedras e bombas na tropa. Testemunhas, no entanto, afirmaram que a manifestação estava pacífica. 

O advogado Rodrigo Mondego, representou um grupo de 21 universitários detidos pela PM no 17º Distrito Policial, encaminhados mais tarde ao 19ºDP. Mondego acompanhou o protesto desde o início e contou que assim que a PM deteve os estudantes, manifestantes e outros advogados se aproximaram para pedir a liberação do grupo. Os policiais, porém, responderam com truculência. Segundo uma advogada, servidora de carreira da SeFaz (Secretaria de Estado da Fazenda), os policiais dispararam tiros de bala de borracha contra ela, logo após ter questionado o motivo da detenção.

Ao chegar na delegacia, Mondego conta que, quando tentou intervir na discussão entre um policial do Batalhão de Choque e um manifestante, foi empurrado pelo agente, batendo as costas com força na porta do DP. Quando foi reclamar, outro policial perguntou de irônica se o advogado “queria massagem”. Priorizando a soltura dos manifestantes, o advogado afirmou que “relevou a situação”. Dos detidos, 7 responderão por resistência e 14 foram presos para averiguação.

O delegado, no entanto, não entendeu como abuso de autoridade. “Não dá para esperar nada diferente dos mesmos que agrediram até esposas e mães de colegas policiais, durante as manifestações nas portas dos batalhões há alguns dias atrás“, disse Mondego.

Com informações da Agência Brasil.

Terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
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