Representante do Facebook defende uso da criptografia em mensagens
Sexta-feira, 2 de junho de 2017

Representante do Facebook defende uso da criptografia em mensagens

Foto: Reprodução 

O diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas do Facebook Brasil, Bruno Magrani, defendeu, na audiência pública sobre o bloqueio do WhatsApp por decisões judiciais, nesta sexta-feira (2), a importância da criptografia na troca de mensagens. “A criptografia é benéfica e complementar ao trabalho das autoridades, pois permite uma conversa segura entre elas. É uma ferramenta de segurança usada por diversos governos em situações de segurança nacional”, apontou.

Bruno Mangrani destacou que a criptografia faz parte do dia a dia de todas as pessoas ao utilizar o e-mail, fazer compras on line e realizar saques em caixas eletrônicos, por exemplo. “Sem ela, haveria muito mais incidentes de segurança”, frisou. Ele apontou que a ferramenta também é importante para crescimento econômico, pois muitas atividades econômicas dependem dela. “E funciona efetivamente como diferencial competitivo. Aquela empresa que não usar estará em desvantagem, pois os consumidores estão buscando mais segurança”, ponderou.

De acordo com o diretor, todos aplicativos de troca de mensagens usam a criptografia. “Ela é importante para a defesa da privacidade e da liberdade de expressão e comunicação, porque dá eficácia a esses direitos constitucionais ao permitir a comunicação livre, aberta, sem que terceiros tenham acesso”, assinalou.

Bruno Magrani explicou que, apesar de ser o proprietário do WhatsApp, o Facebook não tem acesso aos dados do aplicativo. Segundo ele, em 2016, no Brasil, houve 3,5 mil requisições de dados por autoridades policiais. Os pedidos são enviados para o banco de dados da empresa na Irlanda, que responde às demandas.

O representante do Facebook Brasil afirmou que a cooperação da empresa em investigações, às vezes, é invisível, lembrando casos como a prisão de pessoas que estariam elaborando um plano de um atentado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro no ano passado e da prisão de sequestradores em Santa Catarina.

Informações da Assessoria do STF. 

Sexta-feira, 2 de junho de 2017
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